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Fedeu de novo!

Aguinaldinho Ribeiro até que fez ótimo ensaio, com a história de uma terceira via para a campanha municipal campinense. Mas esbarrou no tal do "rabo preso" familiar com o governador Cássio, coisa que lhe atrapalha hoje e vai com certeza lhe causar impedimentos vida afora, por longos lustros.

Evidentemente que uma via alternativa política em Campina Grande haveria de passar ao largo de Rômulo e de Veneziano, o que é óbvio demais. E é lógico que jamais essa estrada poderia ser construída através dos Ribeiro.

Resta constatar que na verdade o que Aguinaldinho, seu pai Enivaldo e a mana Daniela queriam era realmente barganhar apoio. Ou melhor, como já informava semanas atrás o coordenador político do Município, Alex Azevedo, com a autoridade de quem sabe tudo sobre a família, queriam se valorizar ao extremo.

Eu não sei o que rolou nos bastidores, nem quanto rolou, para ficar com a linguagem sinalizada por Alex Azevedo. Mas que o negócio fedeu, fedeu! E mais uma vez, de forma ultrajante para o grupo Ribeiro, que na prática não exercita a política partidária como sacerdócio, mas na base do negócio puro e simples.

Fica a esperança de que um dia Aguinaldinho e Daniela, expurgado Enivaldo pelo fator idade, enxerguem uma via alternativa realística que se estenda inclusive ao modus operandi individual de ambos. E que passem a se portar na vida política da heróica e pequenina Paraíba de uma maneira que transformem-se em orgulho e não em vergonha.

MORIB COM VENÉ

Morib Macedo corrige o colunista: não vai trabalhar na campanha de Rômulo Gouveia, mas na de Veneziano Vital, faltando apenas pequeno acerto para a batida formal e final do martelo. Na campanha municipal anterior ele trabalhou para Gouveia, contratado pela Mix. Mas, profissionalmente, aceitou convite há três meses para servir ao grupo do prefeito, de quem se revela amigo pessoal há anos e de quem – ele faz questão de informar – comunga idéias e pensamentos.



Escrito por Marcos Marinho às 15h29
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Despedida

A partir do próximo dia cinco este espaço estará interinamente sob a responsabilidade de um outro companheiro de redação, ante a necessidade que tenho de dedicar-me full-time ao projeto político deste ano: a reeleição de Veneziano e a minha eleição para a Casa de Félix Araújo.

Da Correio FM, onde participo dos noticiosos Canal Livre (segundas e quartas) e Correio da Manhã (segunda a sábados), já me despedi e espero retorno ao ar dia seis de outubro, passadas as eleições do dia cinco.

O Canal Livre, aliás, vai ficar fora do ar nestes próximos três meses, por decisão da direção do Sistema Correio. E o Correio da Manhã sofrerá alterações, em face do pouco tempo a partir da geração da propaganda eleitoral gratuita. Morib Macedo se afasta, já que vai emprestar seu talento profissional à campanha de Rômulo Gouveia, e fica Oscar Neto comandando os trinta minutos diários do jornal.

MÔNICA DEIXA CORREIO

O jornal Correio da Paraíba está mais uma vez sem colunista social em Campina Grande. Mônica Donato, que vinha sofrendo branda fritura da superintendência, não resistiu ao calor e pediu demissão. Aliás, é bom a editora Lena Guimarães repensar o projeto do jornal para a região da Borborema, porque do jeito que está não dá para continuar. Infelizmente, o Correio perdeu toda a identidade com Campina Grande, o que é lamentável, e eu já escuto críticas ácidas em relação à empresa em vários segmentos da sociedade.

EM FALTA COM CAMPINA

O Sistema Correio, que encheu de orgulho o campinense ao anunciar-lhe novas emissoras, inclusive uma de TV que geraria imagens via satélite para todo o Brasil, anúncio feito solenemente da tribuna da Associação Comercial pelo próprio Roberto Cavalcanti, não pode deixar a sociedade campinense sem uma justificativa oficial, sob pena de aumentar o descrédito, o que seria fatal para os seus planos, se é que ainda existem em relação a Campina Grande.

O MICO DA NOVA FM

Aliás, ainda repercute negativamente no meio publicitário o mico da empresa ao reunir os profissionais no restaurante do Garden Hotel para comemorar a entrada em operação da sua nova FM em Campina Grande, que acabou saindo do ar precocemente por decisão da Anatel e até agora a empresa não dá a menor explicação ao mercado e tampouco ao ouvinte da região, o que no mínimo se pode chamar de desrespeito a um público tão seleto, exigente e importante.

SAUDADES...

Nunca é demais recordar que tivemos tempos áureos do Correio em Campina Grande. Eu próprio assinava uma coluna diária, campeã de leitores, outra era assinada por Geovaldo Carvalho, e tínhamos um excelente cronista social, Hermano José, perfeitamente identificado com as nossas raízes e a nossa gente. E a redação tinha repórteres do calibre de um Antonio Marcos, um Carlos Magno, um Marcos Alfredo... Vejo ruim a coisa, mas acho que Jubert e Lena, se decidirem acordar e descer do salto alto, podem reverter a situação. Que o façam, antes que a vaca vá todinha p’ro brejo.



Escrito por Marcos Marinho às 12h03
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Menos TV

A inteligência do povo de Campina Grande e sua reconhecida inventividade, ou mais, sua extrema boa vontade de excelentemente receber e adotar forasteiros como filhos, estão atualmente sendo vilipendiados pela empresa Mais TV, de canais televisivos por assinatura.

Vou justificar essa assertiva a seguir, da forma a mais didática possível, em necessária prestação de serviços a quem acreditou e/ou em quem continua a acreditar nos propósitos desse grande grupo administrado pela ITSA, empresa associada ao grupo da Editora Abril.

Ousada e atrevida, Campina Grande encheu-se de brios anos atrás quando pioneiramente a Mais TV decidiu instalar-se no Município. Eu mesmo fui dos primeiros a acorrer ao chamamento do marketing do grupo, emprestando meu apoio formal à noviça empresa. Com orgulho, assinei o contrato número oito e privilegiadamente à época figurei no seleto time dos 10 primeiros assinantes da Mais TV. Somente anos depois, por proposta da empresa, migrei para outro plano, sofrendo a numeração contratual modificação.

Esse detalhe entra na história apenas para situar a minha condição principal nessa crônica – a de cliente!

Vamos por tópicos, para melhor compreensão:

CANAIS ABERTOS

Lembro bem que o grande trunfo da Mais TV para conquistar a clientela de Campina Grande foi o de que seu pacote básico teria todos os canais abertos, sem distinção. A partir desse contrato, formar-se-iam, à vontade e necessidade do cliente, os demais pacotes oferecidos pela grade da empresa. E não foi por outra razão que assinei a Mais TV sem pestanejar, pois bem poderia contratar a Sky, por exemplo, ou outra TV por assinatura.

Como a imagem das TVs abertas sofria interferências em vários locais do Município, aqui ou acolá sintonizando bem ou nem tanto, e a nova empresa nos dava a garantia expressa de um sinal perfeito, via ondas de rádio, e ainda por cima a exclusividade dos múltiplos canais de filmes, desenhos, esportes, variedades etc., constantes na programação das suas concorrentes, não titubeei. E assim, tenho certeza, milhares de conterrâneos o fizeram, acreditando na proposta da Mais TV.

NOVOS CANAIS

Outro trunfo da Mais TV foi a informação ao cliente de que novos canais passariam a integrar a grade da empresa, ouvindo-se democraticamente a própria legião de futuros assinantes. A mim, particularmente, foi dada a certeza de que em poucos meses teríamos no ar TV Senado, TV Câmara e TV Justiça. Ainda aguardo, ou melhor, ainda todos nós assinantes aguardamos! É bem verdade que no decorrer de todos esses anos ganhamos alguns novos canais, mas é justo registrar que outros igualmente nos foram suprimidos, e sem prévias consulta ou aviso.

SEM COMERCIAIS

Afora esses dois grandes atrativos acima descritos, o maior chamamento para o cidadão tornar-se assinante de uma TV paga era a condição de ver-se livre dos comerciais, praga que na velha TV aberta permanece sendo o combustível da sua própria existência e que agora a Mais TV, muito mais que outras TVs por assinaturas, tem como filão e fatia de faturamento, sem respeito à fidelidade do assinante. Na Mais TV, além dos comerciais de bolacha, brinquedos, automóveis e diversões, em diversos canais, ainda temos propaganda da Cagepa e de lojas pessoenses e campinenses nos canais da própria empresa, isso a perder de vista e a nos empanturrar.

SÓ GLOBO E SBT

Em relação ao primeiro tópico, vejamos mais: Tínhamos Globo, SBT, Record, Bandeirantes e, na freqüência do Canal 21 da empresa, a Rede TV. Mais tarde, com a entrada do sinal da Cultura em Campina Grande via TV Itararé, passamos também a contar com esta e, por conseqüência, a excelência dos programados gerados pela turma de Saulo Queiroz & Cia., os "meninos" recrutados pelos meus estimados Dalton e Renato Gadelha.

Hoje, não temos Bandeirantes, não temos Record (e sem ter Record alijamos de Campina Grande a excepcional programação da TV Correio), não temos a Rede TV e a TV Cultura também foi tirada do ar, tendo a Mais TV privado-nos de uma maravilhosa produção local gerada por gente do naipe de um Paulo Roberto Florêncio ou de um Polion Araújo, por exemplo.

PROPAGANDA ENGANOSA

Como até a patente funcional da Mais TV baixou em Campina Grande e não temos sequer gerente, procurei explicações junto à coordenadora da empresa, que de forma pausada esforçou-se para dar-me explicações, todas infelizmente sem robustez.

Contou ela que a empresa trabalha em sistema analógico e não digital, razão pela qual só dispõe de espaço para 35 canais. Rebateu-me, e até com indisfarçável rispidez, sobre a questão dos canais abertos: "Nós somos empresa de TV por assinatura, se o senhor não sabe, e não vendemos canais abertos". Vende mesmo não, eu e outros milhares de campinenses é que acreditamos na propaganda enganosa ad empresa, devia ter-lhe dito.

ABERTOS PARA CÁSSIO

Mas, o danado é que cinco canais (22, 23, 24, 25 e 26) da Mais TV continuam abertos, disponíveis inclusive, como agora acontece, para que o governador duas vezes cassado da Paraíba apareça à exaustão na telinha, ora dizendo das suas peripécias a Padre Albeni ou Alex Filho, ora mostrando seu passeio a Brasília ao lado de numerosa troupe, com direito a um rega-bofe no recém inaugurado Mangai do Distrito Federal. Aliás, a insossa entrevista concedida por Cássio ao sempre oficial Albeni foi tantas vezes repetida nos cinco canais disponíveis da Mais TV que até na casa do governador a empregada do próprio não agüentou mais e eu soube que ela botou inclusive o emprego em disponibilidade... "Ou eu ou a Mais TV", teria se zangado.

INCOMPETÊNCIA CAMPINENSE

Aliás, a coordenadora da Mais TV me disse que essa enxurrada de Alex Filho e Padre Albeni - que não são campinenses e nem morrem de amores por Campina Grande, mas tão somente pelo que de lucro puderem aqui auferir -, privilegiando Cássio não é nada deliberado. Deliberada, sim, é a imposição da Anatel para que ela, a Mais TV, assim como outras TVs por assinatura, disponibilizem nos canais que lhes são facultados programação local para o público assinante. E aí... Como em Campina Grande, que na Paraíba foi berço da tevê (vide TV Borborema), ninguém sabe produzir programa televisivo, a Mais TV para atender à exigência legal decidiu contratar a empresa de Alex Filho, que por extensão nos traz Albeni Galdino e os seus comerciais mal produzidos de lojas de móveis, material de construção e faculdades da capital, junto com a mídia do Estado – Cagepa e etc. Prato cheio para a incompetência do povo de Campina Grande, diga-se de passagem! Do povo como eu, aliás, que teimamos em nos manter assinantes da Mais TV.

CADÊ A QUALIDADE?

De propósito, faço a pergunta: é de qualidade essa tal programação local gerada por Alex Filho e Albeni Galdino, com privilégio a Cássio e suas entrevistas e viagens? E a grade local, de excepcional qualidade editorial, da TV Correio, como pode ser avaliada? Como desprezar, do mesmo modo, a magnífica produção de Saulo Queiroz, Paulo Roberto Florêncio e a equipe jornalística da TV Itararé?. É, só desconhecendo mesmo as particularidades da Rainha da Borborema. Ou, só tendo o suporte financeiro excepcional de um governante assim como Cássio, gastador do que não é seu e que se mantém no poder por força de liminar judicial.

ANISTIA JÁ

Vem disso tudo a minha especial conclusão, que espero seja levada em conta pelos mais de hum mil internautas/dia que lêem este espaço democrático e dos que me escutam pela rádio campinense, ou dos que lêem meus registros e opiniões no jornalismo impresso: como a Mais TV em Campina Grande deve estar muito bem remunerada pelos comerciais da sua programação, pelo contrato que fez com a empresa de Alex Filho e pelo jabaculê que certamente lhe chega do Governo estadual, por via direta ou transversa, que se anistie o assinante. Ou, ao menos, lhe reduza o valor da assinatura para o patamar justo e coerente.

Por ser de direito, antes que todos nós acionemos o Procon.

EM TEMPO I - A coordenadora também me disse que o pessoal do Câmera 21 não está de todo excluído. Vai ao ar de manhã, num horário menor, isto porque estava trazendo uma programação prá lá de repetida e monótona, por isso mesmo cansativa ao exigente telespectador da Mais TV. E com Alex Filho e Albeni, a história não estaria se repetindo?

EM TEMPO II – Em Caruaru, Presidente Prudente, Bauru e outras cidades onde a Mais TV funciona, o sinal das TVs Câmara, Senado e Justiça está ao dispor dos seus, aí sim, exigentes e cobradores assinantes.

Volto ao assunto!



Escrito por Marcos Marinho às 14h49
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Sem fogueira...

A população campinense revoltou-se com o Ministério Público por conta da proibição de que se faça fogueira neste ano. O promotor Eulâmpio Duarte, que desde 2004 vinha fazendo um educativo trabalho de conscientização popular, inclusive com vitórias maiúsculas a registrar nos seus apontamentos, quedou-se a um apelo de médicos pneumologistas e radicalizou.

A quebra dessa secular tradição, em que pese o discurso forte do promotor em defesa de vidas humanas, não poderia ter se dado assim de sopetão, ditatorialmente. A reação do povo, portanto, é justa e sobrou para Eulâmpio, já que entidades ligadas ao meio ambiente e a própria Igreja Católica, que se meteram no imbróglio, estão passando à margem da revolta, despercebidas do grande público.

E depois de tudo, sem cota de conserto, surge essa estória de que toda a lenha apreendida na cidade vai ser doada a panificadores em troca de pão para entidades carentes da nossa periferia, num contra-senso sem lógica, uma vez que permite a mesma queima da madeira que as fogueirinhas disso se encarregariam nas noites festivas dos santos juninos.

Continuo achando que o povo é suficientemente inteligente para saber fazer o seu caminho. Desde que, é óbvio, que seja bem informado e bem educado, como o próprio MPE se esforçava para ajudá-lo nesse tema, desde 2004.

A VOLTA DE JOANITA

A convenção municipal do PMDB em Boqueirão, neste domingo, homologando o nome de Joanita Leal como candidata a prefeita, foi uma festa. Não pude atender ao honroso convite que a própria me havia feito desde a sexta, mas soube que a expectativa de público foi superada, o que mostra não apenas o tamanho do prestígio da querida ex-prefeita, como igualmente o de toda a sua família, sobretudo do seu mano ilustre João Paulo.

ROBSON SECRETÁRIO

O auditório do IPSEM esteve lotado nesta terça (16) para a posse de Robson Dutra na Secretaria de Ação Social do Município. Crisélia e filhos lá estavam, e também muitos amigos e correligionários do ex-deputado, com destaque para um animado grupo vindo do Ingá. Em discurso, a promessa de fidelidade de Robson a Veneziano foi o principal destaque.

SUPER POR ENQUANTO

Pelo menos temporariamente o super secretário da prefeitura é Júlio César Câmara Cabral. Além de Secretário Executivo do prefeito, ele hoje é coordenador do Fome Zero e Secretário Chefe de Gabinete, espécie de prefeito da prefeitura, o homem que repassa as ordens do alcaide para as demais secretarias e cobra a devida execução.

MÁGOAS DE VITAL

O pré-secretário Vital do Rego (pai), que aceitou assumir a Pasta dos Assuntos Jurídicos do Município tão logo se desobrigue de atividades profissionais particulares, tem júri programado para agosto e por conta disso a posse vai ter que esperar. Enquanto a hora não chega, ele vai soltando a conta-gotas palavras que mostram as mágoas represadas, e que já não mais pode esconder, do grupo Cunha Lima, mais precisamente do governador Cássio.



Escrito por Marcos Marinho às 20h11
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Tiro (em) Zé!

O sempre bem informado confrade Carlos Magno dá como "pule de dez" a troca de nome na chapa majoritária da situação em Campina Grande, com o expurgo de Zé Luiz.

Magno sabe o que diz e o que escreve e suas fontes são de primeira. Aliás, seu círculo político-profissional é da mais alta linhagem, razão pela qual não ouso duvidar da sua privilegiada informação.

Só duvido de que esta engenharia esteja sendo urdida pelo prefeito Veneziano Vital do Rego, embora possa compreender que nada é impossível em política. E também não sei se nesse caso o fim justificaria os meios.

Ninguém é tão inocente que não possa perceber que a escolha de Zé desagradou a muitos, no Palácio do Bispo e cercanias. Diria, sem exagero, que a "célula pensante" do Governo manteve-se dividida em relação ao assunto. Posso arriscar inclusive que metade mais um do secretariado do prefeito torceu e trabalhou para Zé ficar de fora.

Mas, então, o que teria dado errado? É fácil a resposta: a pouca transparência das relações pontuais do cotidiano político-administrativo do Governo do Município é uma delas. Outra é a falta de união das equipes. E mais uma é a centralização do Poder, viés com resquícios de autoritarismo que leva a aceitar como verdade a falta de confiança nos que eventualmente venham ser chamados a compor a mesa.

Ora, se eu já não consigo confiar plenamente nos que me cercam, se eu já não posso mais ser claro e objetivo nas minhas propostas junto àqueles com quem deveria dividir loiros de vitória, se me ponho infalível ante à eventualidade do erro e desprezo a sábia filosofia de que quatro olhos podem enxergar melhor do que dois, se afora tudo isso eu renego a disposição ao labor d’algum ombro ainda amigo, onde achar ponto de equilíbrio para esta rota?

Fosse inversa essa receita, o bolo sairia perfeito do forno. Delicioso! Eu tenho certeza de que Zé, numa conversa franca entre a "célula" e ele, se acomodaria no projeto da forma que melhor lhe fosse recomendado. Não seria entrave à viagem maior, ao sonho arrojado do grupo, à história comum a construir com olhos para 2010.

Mas agora é tarde demais. Antes que se continue a chorar sobre o leite derramado, o recomendável é estancar os erros. Isso já seria um bom recomeço.

A CHEGADA DE ROBSON

Particularmente me dou muito bem com Robson Dutra e Crisélia. Aliás, no hospital deles cumpri pena criminal anos atrás, prestando-lhes serviço durante seis meses. E não concordo que Robson seja chamado de "coitado" pelo governador só porque aceitou aninhar-se nos cachos capilares de Veneziano. O ato de Veneziano abraçando Robson foi maior: por caridade e fé cristã!

AINDA ROBSON

Das aspas em diante, o texto é do leitor Ethieene Montenegro:

"Amigo Marcos, tô preocupado com essa adesão de Robson Dutra a Veneziano. Que eu me lembro, Dutra traiu, de Braga para cá, todos os que passaram pelo Palácio da Redenção. Como é que o nosso prefeito vai confiar num escroque desse? E o que dizer da formação ideológica desse "progressista"? Trata-se de um fisiologista, hipócrita, arrogante, cacareco e mau-caráter que em nada soma à Gestão Veneziano. Ainda me lembro dele dizendo que não tinha satisfação a dar a "homem que falava fino", em alusão a Vitalzinho, quando este era líder de Maranhão na Assembléia. A propósito, o que pensa Dr. Vital disso?".



Escrito por Marcos Marinho às 12h44
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Zé, estadista!

Quando Campina Grande vivia a sua seca mais tórrida e seu açude maior chegava à lama, prevendo-se doenças e um racionamento de água perverso e duradouro, o que recebemos do Governo do Município? Qual a providência salvadora? O que se falou ao povo para deixá-lo menos aterrorizado?

É bom mesmo recordar essa péssima fase da nossa história recente!

Era prefeito um jovem que em Brasília fora deputado constituinte e a quem Campina Grande entregou suas melhores esperanças. Mas aquele menino, assim tratado na mais pura e perfeita acepção da palavra, tornou-se pusilânime. Em vez de conforto ao seu povo, açoitou-o. Em vez de dar boas expectativas, mirando à frente, pregou o pior. E até terrorismo fez, pagando boas moedas a um militar da reserva chegado a previsões para dizer que na bacia rachada do açude de Boqueirão a Paraíba iria logo logo assistir peladas de futebol.

No seu arrojado plano de racionamento perene, vinte litros de água por dia para cada família campinense se dar por satisfeita. E o líquido vindo de longe, pelos trilhos da ferrovia, a ser despejado em cisternas construídas em cada bairro...

Ou seja, os olhos do governante focados em seu próprio umbigo. A história encerrada como sentença sem possibilidade de recurso. E a ele a sociedade já nada podia mais cobrar, ante a tamanha pequenez. Como não era estadista a se preocupar com a próxima geração, lhe ungia a certeza de ser político, preocupado com a próxima eleição.

Lembro desse momento difícil da seca em Boqueirão porque hoje, ao identificar pela rádio José Maranhão como um estadista, recebi algumas críticas e censuras, todas injustas evidentemente. Inclusive porque os meus isolados críticos desconhecem por completo que mais caracteriza um estadista as suas ações do que verdadeiramente os seus escrúpulos.

O filósofo espanhol Ortega y Gasset, em sua análise sobre Mirabeau, figura de extrema relevância política para a França após a Revolução, produziu um excelente trabalho sobre este tema e destacou as diferenças entre as pequenas virtudes do homem comum, denominadas de virtudes da pusilanimidade, e o perfil definitivo dos estadistas.

Desde logo porque quando os reconhecemos ou nós ou eles já estamos mortos. Por outro lado, porque em democracia uma bela parte da cidadania os detestou, não dando pelo fato.

E é isto exatamente o que acontece com o querido senador que governou brilhantemente a Paraíba por dois mandatos.

Maranhão era governador quando a seca nos castigava, obrigando-o a implantar o racionamento de água em Campina Grande. Foram dias difíceis, mas de perfeito entendimento e solidariedade. Todos os campinenses deram-se as mãos e a fase cruel conseguiu ser superada. Ele, estadista, deu-nos o remédio para alivio da dor e ato contínuo urgenciou providencias de Chefe de Estado para sanar definitivamente a gangrena, construindo Acauã.

Na praça pública, sua voz resgatou nossa esperança quase perdida: "Este será o último racionamento de água que Campina vivenciará!".

A história mostra que Winston Churchill certa vez quando falava ao povo inglês em praça pública foi vaiado, mas não apequenou-se: "Grande é o povo que pode vaiar seu primeiro Ministro. Grande é o povo que seu primeiro Ministro vem a público prestar contas do seu governo e é vaiado".

Pois muito bem. A partir daí, dessas frases de homem de Estado, começaram os aplausos.

Elas foram ditas pouco tempo depois de sua nomeação, em substituição ao pusilânime Chamberlain, como primeiro Ministro da Inglaterra, quando a Segunda Grande Guerra praticamente batia as portas de Londres com Hitler prometendo invadir o país dos ingleses.

Foi nesse momento também que Churchill disse duas de suas não menos célebres e duras frases, prometendo aos ingleses "sangue, suor e lágrimas", acrescentando em seguida: "lutaremos em terra, nos mares e nos ares até a morte do último inglês, mas jamais esta ilha se renderá". Foi um estadista presente nos piores e nos bons momentos à frente de seu povo. Sem jamais desanimar.

No outro lado do Canal da Mancha estava Hitler se sentindo um Deus e jogando farpas no mundo inteiro. Quando venceu a França, foi até Paris ouvir o barulho das botas do exercito alemão e literalmente dançou de alegria no Champs Elysées.

Quando Londres recebeu os primeiros bombardeios, Churchill pessoalmente junto com o povo inglês ia ajudar as vitimas e transmitir a confiança e solidariedades indispensáveis naqueles momentos terríveis de crise. Diante da gravidade do problema, não se escondeu. Ao contrário, juntou-se ao povo.

Enquanto o exercito alemão acumulava vitórias o Füher saltava (dançava) e se apresentava em público cantando vitória. Mas quando os canhões se voltaram contra a Alemanha, o valentão mandou construir um Banker (casa-mata) para esconder-se. Ou seja, acovardou-se e mostrou que apenas era um grande covarde e só queria do poder as vantagens. Faltou-lhe a coragem do guerreiro autêntico das horas difíceis.

Não será exagero comparar Churchill a Maranhão, respeitadas as diferenças históricas obviamente. Aqui, edificou sua obra em pedra e cal e ela aí está. Vivenciou dias esplendorosos e por estes recebeu aplausos. Mas juntou-se à dor dos irmãos quando problemas os cercaram. E em vez de massacrar a esperança, alargou a sua réstia. Sua voz poderosa de Chefe de Estado foi incisiva na hora precisa, para garantia do ego sacrificado do campinense e retorno da auto-estima em baixa.

Por isso mesmo Maranhão foi ovacionado no auditório repleto da Federação das Indústrias, na noite da festa de Arlindo Chinaglia, feito que dá resposta rápida às insistentes insinuações dos seus miúdos opositores que teimam em dá-lo como inimigo da gente agradecida de Campina Grande.

Eu folgo em saber que a generosidade do povo campinense faz justiça a Zé Maranhão agora e não quando ele ou nós já tenhamos passado para o degrau da eternidade.

A PROPÓSITO, SOBRE CHURCHILL

# Quando Churchill fez 80 anos um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:

- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

Resposta de Churchill:

- Por que não? Você me parece bastante saudável.

# Telegramas trocados entre Bernard Shaw (maior dramaturgo inglês do século XX) e Churchill (maior líder inglês do século XX).

Convite de Bernard Shaw para Churchill:

"Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmalião. Venha e traga um amigo, se tiver".

Resposta de Churchill para Bernard Shaw:

"Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente, não poderei

comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver".

# General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na IIª Guerra Mundial.

Discurso do General Montgomery:

"Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói".

Churchill ouviu o discurso e com ciúmes, retrucou: "Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele".

# Bate-boca no Parlamento inglês. Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, do tipo Heloisa Helena, que pediu um aparte. Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Mas foi dada a palavra à deputada e ela disse em alto e bom tom.

- "Sr. Ministro, se V. Exa. fosse o meu marido, colocava veneno em seu café!"

Churchill, com muita calma, tirou os óculos e, naquele silêncio em que todos estavam aguardando a resposta, exclamou:

- "Se eu fosse o seu marido, eu tomava este café".

SER ESTADISTA

O estadista é o bem mais escasso em política. Não se aprende a ser estadista, apenas se melhora como estadista. Nasce-se com essa qualidade, não se ganha essa qualidade. Ou se é, ou não se é.

O que identifica o estadista não é apenas a sua visão, mas a força mental em que assenta a sua lucidez.

É essa força que o disciplina no essencial, é essa força que o faz perseguir a grandeza antes do poder.

O núcleo essencial da sua energia é a ansiedade, aquele elo íntimo que une, de modo estranho, uma visão arriscada e uma vontade inevitável da cumprir essa visão.

A ansiedade é, superficialmente, impaciente, mas, no fundo, uma persistência enorme transforma-a num exercício sísmico de paciência.

O verdadeiro estadista não é o visionário de serviço, mas aquele com a sensatez estratégica que lhe permite obter o limite do possível e prosseguir linearmente.

O estadista, diz-se, pensa na próxima geração e não na próxima eleição. É fácil perceber porquê: só o horizonte vasto exercita a liberdade de espírito e permite valer a pena a explosão de energia que é essencial a um desígnio superior.

O estadista maça-se com o quotidiano, desconfia do sonho, abomina a ambição servil, tende a desvalorizar o que é menor, é cauteloso com o sentimento.

O sentido de Estado é uma bússola intuitiva na ação, é uma autodisciplina nas preocupações e um ideário inconsciente sobre os problemas.

O sentido de Estado é a ética e a estética de um estadista. A ética, porque não lhe ocorre o risco de pensar menor ou querer de menos. A estética, porque a obra-prima é a sua atração, a sua definição.

O estadista conflitua com o seu tempo, ri-se e chora do seu tempo, projeta outro tempo.

O pudor da consistência é a sua arma principal, amassada em trabalho e na tal ansiedade que engrandece todas as fasquias e torna íngreme cada desafio.

O estadista tem mais do que coragem, tem desprendimento. Tem mais do que determinação, tem uma certeza tranqüila. Tem mais do que ambição, a circunstância parece-lhe devida.

O estadista é o desejo mais profundo da intuição política de um povo. É incômodo no início, mas estável por fim. É o problema que traz a solução e não, como o povo se foi habituando, a solução que traz o problema.

A crise partidária radica na dificuldade em fazer emergir estadistas. Os intervalos entre estadistas são demasiado longos, é esse o problema da democracia moderna.

(Antonio Pinto Leite - 22 de Março de 2008)



Escrito por Marcos Marinho às 22h01
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Tadinha da Justiça...

Encontro Waltito, o nobre deputado federal Walter Brito Neto (PRB), em Manoel da Carne de Sol, e ele me informa estar prá lá de tranqüilo em relação ao processo que cassou o seu mandato por infidelidade partidária. Assegura que exercerá o honroso múnus de representar a Paraíba na alta casa do Congresso Nacional até final do ano que vem.

O jovem parlamentar garante que o remédio jurídico para sanar a "ousadia" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está funcionando sem problemas e propiciando-lhe o tempo necessário para chegar ao final do mandato sem interrupção e desincumbir-se das funções congressuais com todas as prerrogativas que o Direito lhe oferece.

O processo depende hoje de julgamento de embargo, a nível do próprio TSE, e na seqüência pode ser a vez de instância maior - o Supremo Tribunal Federal -, onde Waltito acaso precise recorrerá. Isto tudo sem falar no "embargo de gaveta" atual, da Mesa diretora da Câmara Federal.

De sorte que, àqueles apostadores de que Waltito regressaria à Serra da Borborema sem mandato, o aviso do deputado é especial: tirem todos o cavalinho da invernada!

Sua preocupação agora é exercer o mandato com visibilidade, daí a investida em relação a temas de amplitude e ressonância nacionais para que seu nome seja projetado Brasil afora e motive orgulho à Paraíba.

Lhe cai como mão em luva, por exemplo, brigar com os homossexuais. Ser contra a união entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais assim qualificados. É contra seu princípio religioso essa "anomalia" e ele diz com todas as letras: "É contra Deus!".

À parte essa disposição, justa, de Waltito procurar manter-se no Parlamento recorrendo a tudo que as brechas da lei pátria lhe oferece, é forçoso registrar que o fato traz arrepios à sociedade e enfraquece a instituição chamada Justiça.

Igual às duas cassações do governador Cássio, o caso de Walter Brito Neto mostra a fragilidade do Judiciário diante do emaranhado da legislação, feita por poderosos e a molde de protegê-los.

Diferente do coitado que roubou a galinha do vizinho, ou do outro que pegou furtivamente um desodorante no mercado da esquina, ou daquele que tomou uma carraspana na barraca do meio do caminho e chegando em casa alteou-se valente para a mulher e os filhos, e que invariavelmente acabam presos e em alguns casos levados inclusive para celas mofadas dos presídios, com políticos isso não ocorre.

Em relação a Cássio, pela sucessão de delitos cometidos, julgados e já provados, é certo que a prisão seria um destino certo, o que não é o caso do jovem neto do homem da Expresso Real. Mas, em uma e em outra situação o que choca ao povo não é o fato de que Cássio venha ou não a ser levado para trás das grades, ou que Waltito possa ou não vir a ser arriado do mandato na Câmara Federal. O que choca é a chacota que todos, hoje, fazem do judiciário, levando-o a perder credibilidade, o que é fatal para a nossa chinfrim democracia.

EM CASA

Amigo residente na Capital da República, lotado no Tribunal Superior Eleitoral, me avisa que o Dr. Eros Grau já levou para casa os autos do processo da FAC que cassou o governador da Paraíba. Na escala de um a dez, garante que pode grafar nove e meio quem apostar que o ministro pedirá pauta para julgamento nos próximos dez dias.



Escrito por Marcos Marinho às 09h42
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Que Zé assuma!

Os "gênios" do grupo Cunha Lima, sobretudo os que atuam no campo jurídico como Harrison Targino, continuam acreditando que o governador bi cassado da Paraíba vai ser salvo com a retomada dos processos para a oitiva e ampla defesa do vice José Lacerda.

Essa possibilidade passou a existir, realmente, a partir daquele instante em que o Tribunal Superior Eleitoral modificou antigo entendimento quando permitiu-se à análise de processo de cassação do governador de Santa Catarina.

Pode ser que o governador paraibano venha a ter essa sorte e seu mandato consiga ser espichado lá para adiante, mas que os crimes por ele cometido existem, isto não pode ser mais apagado da história. E por eles, ele tem que pagar!

Agora, o que o TSE não pode deixar acontecer é que o governador venha a ser beneficiado a partir da presunção de inocência do seu companheiro de chapa. Se a Corte superior eleitoral mandar retomar o andamento processual no passo inicial para ouvir e receber defesa de Lacerda, o correto é afastar Cássio do Poder, eis que já amplamente provados os seus crimes.

Nesse caso, a justiça estaria realmente sendo praticada com isenção, como deve ser o ato jurídico perfeito, atendendo-se ao que a sociedade espera. Ora, se a Corte disser que José Lacerda tem que defender-se por inteiro dentro do processo em que as provas condenaram o governador, nada mais justo que, nesse reparte, inicie-se a execução processual.

Como a Lacerda seria dado tempo para reverter a acusação, e esta em relação a Cássio já restou provada, que assuma o Governo o vice, enquanto o TSE não decidir sobre a sua culpa.

Me parece ser este o caminho justo. Porque se a jurisprudência mudou, com olhos no direito constitucional, para beneficiar aquele que em tese não mereceu o devido contraditório, mesmo como no caso dos vices onde sequer receberam votação nominal e nunca deixaram a condição de apêndices dos governadores, que a lei não acumplicie a bandidagem...

Que Zé Lacerda tenha direito a ser ouvido e possa fazer a sua defesa, em respeito à Lei Maior, que seja. Mas a ele seja dada a alternativa, nesse tempo, de governar o Estado em lugar de quem já não tem mais esse direito, ante as provas de mérito dos seus continuados e vergonhosos crimes.

Em nome da vergonha, Cássio não pode continuar a nos governar. E o TSE, abrindo brecha para o seu vice, não pode continuar acoitando-o no Poder.



Escrito por Marcos Marinho às 11h45
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Teca e Corrinha...

CARAPIBUS – Aqui à beira mar, preparando-me para o cumprimento de compromissos profissionais mais tarde na Capital, e em sintonia com o poderoso som da 98.1, ouvi atentamente as palavras de Teca e Corrinha, as nobres damas dirigentes do PT campinense.

De Terezinha Cavalcante, o óbvio ululante... (sem trocadilhos). O pensamento dela já é por demais conhecido de toda a cidade e não há mesmo muito mais a este acrescentar.

Que vai garantir apoio a Veneziano e selar a aliança, também todos já sabíamos, pois o PT continua sendo uma sigla organizada que obedece a calendários e a militância tem participação e é ouvida em todas as fases de discussão. Portanto, rompimento é palavra riscada nesta altura da peleja.

Restou observar a famosa batida de pino em relação ao que duvidava sobre as estratégias de campanha de Zé Luiz. Mas, como sempre me ensinou o amigo Marcelo Marcos, pino existe e é, exatamente para isso: ser batido! Se houve ou não "puxão" de orelhas, aí é outra história.

De Socorro Ramalho, a mesma elegância d’outras vezes, mas o lapso talvez maldoso de, estando nos estúdios da Correio, enxergar o político Marcos Marinho e não o jornalista de cada dia. Lá, e já propaguei para todos os meus milhares de ouvintes, não existe ente político. Sou eu mesmo, pago pela empresa para fazer jornalismo. Porque se ousar fazer o contrário, olho na rua!

Jubert nunca perdoou troca de funções...

Nesse enxergar vesgo de Corrinha o bom foi ela entender, depois que telefonei para Oscar e Morib e estes me colocaram no ar, que quando fala o jornalista não escreve o prefeito. Aliás, continuo me dando muito bem com Veneziano, estando ou não exercendo mandato parlamentar e integrando a sua base política, exatamente porque nos respeitamos mutuamente. E, para quem ainda não sabe ou não conseguiu enxergar, é imperioso o registro: o caçula de Vital velho é um democrata!

Eu nem precisaria dizer a Teca ou a Corrinha que democracia é antes de tudo, e principalmente, respeito ao contraditório. Coisa que parece distante da mesa e do pensamento de alguns brilhantes petistas que teimam em conservar em suas entranhas o espectro amargo do ranço ditatorial.

TEMPO DE TV, DE NOVO

Socorro Ramalho disse para toda a Paraíba ouvir que eu vou precisar do tempo de televisão do PT em Campina Grande, já que disputarei uma das vagas de vereador na cidade. Como sou zero mesmo em legislação eleitoral, e até segundos atrás pensei que o TSE apenas autoruzava compartilhamento do horário na aliança majoritária, tô aqui morrendo de alegria. Mas tenho uma dúvida: se a distribuição do tempo entre os candidatos será por sorteio ou graciosidade. Aguardo resposta.



Escrito por Marcos Marinho às 10h32
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TV não é tudo

Por todo o tempo nos últimos meses o PT em Campina Grande amparou-se em um único "cabo eleitoral", entendendo-o suficientemente forte para conseguir emplacar a candidatura do vice na chapa de reeleição de Veneziano: seus minutos na televisão.

Não fossem aqui ou acolá as duras investidas do vereador Perón Japiassú, mostrando que a administração do cabeludo vai bem porque conta com a simpatia e os recursos federais do Governo Lula, isto de certa forma em confronto às raras vezes em que percebia alteado o ego do prefeito, e tendo ali a motivação adicional mais do que justa, ao seu entender, para que a legenda corresse em busca de abocanhar a vice, o que deu para observar para além dos muros da legenda foi tão somente a desmedida ansiedade da direção petista em fazer valer como moeda bastante legal os seus preciosos minutos de TV. E nada mais.

A presidenta Terezinha Cavalcante quase nunca falou n’outra coisa. Para ela, em norte à militância e em recado repetitivo ao prefeito, o principal no negócio foi sempre o tempo de TV. Lula, e sua extraordinária ajuda à gestão de Veneziano, existem, mas na discussão em Campina isso somente entrou como ponto acessório.

Ainda hoje continua lá, no bem acessado portal dos meus amigos Vladimir Chaves e Basílio Carneiro, o recado aspeado de Dona Terezinha aos petistas e ao prefeito. Ou melhor, aos petistas e ao Conselho Político do prefeito, corrijamos.

Sem tergiversar nem usar artifícios ou meias palavras, Terezinha Cavalcante é bastante explícita: "Não adianta, todo mundo sabe que se acabaram os showmícios, não adianta falsear as discussões, dizer que o tempo no guia não é relevante! Quem é político, quem é candidato sabe que isso é relevante, não estou aqui falando grego e na política é assim: o tempo de televisão é decisivo, ele é importante pra qualquer candidato".

Disse Terezinha que a troca precisava ser feita e a moeda ao seu dispor, suficiente para fechar o negócio, era o tempo de TV. Tão certa ela esteve nesse seu raciocínio mercantilístico que nunca se ouviu falar em qualquer outra estratégia para alcançar o sonho de entregar ao PT outra vez a vice prefeitura da cidade, na busca de repetir o feito de Cozete, alçada à condição de prefeita pelo caminho fácil do atalho casuístico.

E enquanto Terezinha & Cia pensavam-se gigantes por ter nas mãos o álibi que os demais partidos da aliança não dispunham, essa eternidade de quase oito minutos diários de TV para o guia eleitoral, e imaginavam-se plenamente saciados de poder de barganha, o homem do Fome Zero emagrecia em humildade. E deu no que deu: nove votos sobre um apenas, dado ao "forasteiro" Francisco Dantas Lira (Tico, para os íntimos e os nem tanto).

Zé Luiz mendigou apoios a cada minuto de todo dia. Sofreu na pele o que a sabedoria popular identifica como "o pão que o diabo amassou". Também amassou barro, cortou ferro e malhou-o no frio, viu-se e aos seus perseguido a cada instante. E sentiu que precisava voar... Que o mesmo PMDB hoje decisivo para consolidar-lhe vice outra vez não lhe ensejaria os píncaros. Daí o pulo para o PSC, transformando-se na sigla em general.

Ao velho PT de guerra em Campina Grande, que em artigo pretérito julguei-o em frangalhos, tantos eram os pedaços identificados, reste a lição da mineirice de Zé, do trabalho de Zé, da humildade de Zé.

Nunca será demais ensinar: TV não é tudo em política. Ajuda, mas... Outra coisa: ideologia sempre acabará valendo mais que fisiologia. E lembremos todos nós, petistas ou não: o homem infinitamente permanecerá maior que a máquina.

Que bom que o PT tivesse cantado o "Lula lá!!!!!"...

SEM TRAIÇÃO

No "conclave" que escolheu Zé candidato a vice de novo, ninguém traiu. Quando enfim a fumaça branca subiu na Getulio Vargas e Hermano Nepomuceno proclamou o "Habemus Vice", deu-se um suspiro só na sala do Marc Center. Ufa! Menos trabalho para mim, porque a contragosto já havia até me preparado para divulgar os vira-casacas.

FIEL DA BALANÇA

Acabou transformando-se em decisiva a interferência dos vereadores do PMDB para a escolha de Zé Luiz, isto desde a nota de apoio por todos subscrita. Os edis não tiveram direito a voto, mas na realidade foram mais que o fiel da balança.



Escrito por Marcos Marinho às 08h51
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Correio x Fred

O notável cartunista conterrâneo Fred Ozanam, cujos traços primários e iniciais no mundo das artes eu tive a alegria de torná-los públicos na Gazeta do Sertão de saudosíssima memória, lá se vão três décadas, já não pode mais ter seu trabalho cotidianamente analisado em nosso Estado.

O Correio da Paraíba prescindiu do talento de Ozanam e o desenlace, ao que estou informado, deu-se após áspera discussão entre o próprio e o superintendente do Sistema Correio de Comunicação, Alexandre Jubert, abrindo feridas difíceis de cicatrização.

O cartunista chateara-se com críticas virulentas ao seu trabalho, externadas em recente convenção do grupo no Hotel Aruanã, na praia de Carapibus, e para a qual sequer recebeu convite da editoria do jornal a que servia, e decidiu enviar para a direção do grupo – leia-se Jubert e Roberto Cavalcanti – um verdadeiro arrazoado sobre a sua vida profissional e a repercussão das suas charges mundo afora, ensejando a abertura de novas frestas para o traço nacional, inclusive colocando-a na sala de aula, a serviço da educação brasileira.

Como o Sistema Correio parece ter entendido o "presente" de Fred como um desaforo à direção, nasceu o bate-boca forte entre Jubert e Ozanam, resultando na sua demissão sumária, indo a empresa valer-se do insosso humorista Cristovam Tadeu para ocupar o espaço das charges na página de opinião do mais lido veículo impresso estadual.

Não me cabe adentrar no mérito da questão, por ser esta puramente de ordem interna restrita à administração do poderoso grupo. Apenas faço o registro, em face da amizade que me une à direção do Sistema e ao cartunista querido, entendendo que ambos saem perdendo, e que o afastamento de Fred poderia ter sido evitado se a editoria, sob o crivo austero e nem sempre justo da minha amiga Lena Guimarães, conseguisse dialogar melhor com os seus subordinados.

TIRAS DE VOLTA

A propósito de Fred, que igualmente brindou os leitores de A PALAVRA com o seu traço excepcional em década passada, introduzindo inclusive - e de forma pioneira - a charge em tiras no jornalismo paraibano, é bem provável que ele aceite nosso convite para voltar a veicular suas famosas tiras no jornal.

SEM MILAGRES

Ainda sobre Fred, acatando-se a máxima de que santo de casa não obra milagres mesmo, recebi dele um DVD editado pelo Instituto Pernambucano de História, Arte, Cultura e Cidadania (IPHACC) contendo documentário de 20 minutos, com direção de Ronaldo Nerys e Carlos Mosca, retratando a sua obra em benefício à educação.

"Um cartunista que faz escola..." busca despertar o interesse de professores e alunos pelo humor gráfico. E segundo a direção do IPHACC, o humor de Fred, por ser repleto de ironia, ganhou uma inimaginável dimensão e, se hoje hiperboliza fatos, deforma situações ou satiriza o sério, não importa. O que interessa é que ele nos deixa muito mais próximos da verdade ao provocar o sorriso que exige reflexão para agirmos e reagirmos diante dos descompassos sociais".

INSTRUMENTO DIDÁTICO

Fred através de um trabalho criativo, objetivo e muito bem humorado usa a charge na sala de aula como instrumento didático, amplia o espaço da comunicação por parte dos educadores e nos confirma que a escola se constitui num valioso instrumento para novas descobertas. Simultaneamente e com a mesma intensidade, a crítica social do seu humor consegue cativar do ensino médio à Universidade, comprovando que através do riso desnudamos a verdade, com humor despertamos o interesse pela leitura, com ironia motivamos a consciência e inevitavelmente descobrimos a cidadania!



Escrito por Marcos Marinho às 21h25
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Quem vai trair?

Considerando como verdade absoluta a informação de Zé Luiz de que conta com apoio incondicional de oito legendas com direito a voto no minúsculo colegiado de 11 do Conselho Político do Município, autorizado a indicar no próximo dia 20 o nome do companheiro de chapa de Veneziano, e levando em conta a euforia da presidenta municipal do PT, Terezinha Cavalcante, o entusiasmo do Vereador Líder da bancada na Câmara, Perón Japiassú, e ainda a especial tranqüilidade do próprio indicado da legenda, o empresário-presidente da Urbema, Tico Lira, só resta a óbvia pergunta: quem vai exercer o múnus da traição na hora do voto decisivo?

Porque, diante do que já está posto, não será mais do que isso a reunião do Conselho Político, terça-feira dia 20: o exercício oficial daquela que é, de longe, a atividade mais sagrada da maioria dos entes políticos nesse Brasilzão cheio de Judas – trair!

Mas analisemos a coisa sob a ótica da praticidade.

Zé garante ter oito partidos apoiando a sua justa postulação para manter-se vice prefeito. Aliás, informou não contar com a possibilidade de nove porque recusou-se a procurar Lídia Moura e Bala Barbosa, que dirigem em nível estadual o insubordinado PMN. Fora este, restaram distante do seu balaio o PT, o PC do B e o PMDB.

Dia desses Toinha, do PSDC, virando as costas a quem lhe deu a mão e o partido, oficializou apoio a Zé. O PSB de Fábio Maia também oficializou-se junto a Zé, sob o olhar enviesado de Basílio Carneiro, petista que nas horas vagas ou não analisa o cotidiano político da urbe sob viés jornalístico. Cassiano Pascoal igualmente anunciou pelo rádio que seu PSL tá com Zé e não abre mais prá ninguém. Pastor César jura com toda fé possível e imaginável que Zé é de Deus e da sua legenda e considera-se sem vocação para Judas. Outro pastor, o desistente Vereador da Capital Miguel Arcanjo (PR), quis trair Zé nas preliminares quando o pastor Fausto foi flagrado bebericando com mulheres em Campina Grande, mas arrependeu-se a tempo. E vai por aí, com Lula Cabral e tudo, todos fechadíssimos com Zé.

Assim sendo, o que leva Tico a estar tão tranqüilo e a entusiasmar a militância petista tão bem que não seja a certeza de contar com a conjugação do verbo trair no dia 20, durante a reunião do Conselho Político municipal?

Cartas para o colunista.

TUDO PRONTO

Alex Azevedo, o multimídia do Governo municipal e homem das 1001 utilidades nas hostes venezianas, já informa que tem tudo pronto para a largada da campanha de reeleição do alcaide: mídia, carros de som, TV, palanques e que tais.

SEM O ‘EFEITO’ DÉRCIO

Espero eu, na insignificância que continuo representando para o "grupo pensante" da Casa, que não se venha este ano a repetir o efeito Dércio Alcântara, que misturou irresponsabilidade com falta de profissionalismo sobretudo ao recrutar, no seio familiar, gente que só "ajudou" o V a quase perder a eleição.

NÃO FOSSE LUCAS...

Não fosse Lucas Sales naquele sofrido primeiro turno, hoje o gorducho Rômulo seria o mandão em Campina, disso nem eu e nem os pombinhos de Pinta Cega na Praça da Bandeira temos pingo algum de dúvidas.

MINHA COLHERZINHA DE CHÁ

Como sei que este é um assunto que os "cabeças" da campanha avaliam que não me cabe, daí não haver interesse algum para que eu meta a minha colherzinha de chá no imbróglio, faço apenas uma despretensiosa recomendação: não me apareçam com derrotados do marketing que andam por aí com muita lábia e pouca ação e que em passado não tão distante já conseguiram sepultar notáveis lideranças estaduais.



Escrito por Marcos Marinho às 10h13
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O sábio

Depois de um pequeno suspense, sem o que não se trataria mesmo de Antonio Vital do Rego, eis a confirmação da notícia já devidamente antecipada por este portal: ele, o pai, será secretário do filho caçula, o prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rego Segundo Neto.

O gesto de ambos é merecedor de registro e louvor. O do filho, pelo convite atrasado em três anos e quatro meses; o do pai, por aceitá-lo simplesmente, implicando na raridade de mudar radicalmente de idéia, contradizendo inclusive o seu discutível, embora marcante, temperamento forte.

Como já referi em coluna anterior, esse aceite de Vital permite as mais variadas interpretações e abre espaço para páginas e mais páginas de jornal, mas n’outros dias dele me ocuparei.

Compreendendo o instante de felicidade que sei reinar no íntimo de Veneziano, e mais ainda de Raquel e talvez de Vitalzinho, por conseguir o prefeito-filho essa proeza inimaginável de recapturar para junto de si - e da família - o pai magoado e duvidoso, confesso da minha alegria sincera pelo instante histórico que tenho certeza virá a ser a posse do jurista no Palácio do Bispo, proximamente, para titular como "mão em luva" a Secretaria de Assuntos Jurídicos do Município que por um cochilo já perdoado Veneziano entregara aos descuidados encômios de Bruno Gaudêncio.

Não por acaso, guardei para momento oportuno - e ei-lo chegado - um especialíssimo manifesto da lavra de Vital quando mais uma vez, na última eleição parlamentar, ofereceu seu ilibado nome como opção ao eleitor na busca da reconquista de um mandato na Câmara Federal.

Dizia o notável tribuno, sob a emoção de contemplar-se em um poço de mágoas, viver tempos difíceis, "onde os filhos se atrevem ao desrespeito a Sagrado Mandamento".

No texto singular de Vital encontrei desalento, mas dava para sentir um velho ciúme pessoal a corroer-lhe as entranhas. E eu próprio ofendi-me ao ler o texto, e em seguida relê-lo para garantir-me nele inserido.

Vital dava bordoada nos "filhos". Não apenas nos seus, mas em todos os que tiveram como eu a ventura de passar os olhos no escrito que mandara jogar na Praça da Bandeira e enfiar pelas soleiras às portas residenciais de toda Campina Grande. Desconhecia o que agora ele pratica e o faz como prova absoluta do dinamismo da vida e do atuar nela sem o surrupiar de tapa-olhos como o dos piratas, ou de viseiras que proíbem os olhos de acercarem-se das laterais.

Vital abarca-se de provérbio milenar segundo o qual "é dos homens sábios mudar de idéia". E espero que tenha realmente alcançado as mudanças provocadas pelos ideais do rebento, optando por todas que o caçula chama de novas e que por isso mesmo vem revolucionando costumes e práticas na Rainha da Borborema, quiçá as suas próprias como sou hoje levado a acreditar.

A "Proclamação aos Campinenses e Paraibanos" de Vital eu acabo de rasgar. Ela não tem mais valia nem uso. É letra morta. Não ocupará lugar nos meus alfarrábios!

Filhos que ousem "desdenhar de suas origens biológicas", que "recusem a ancestralidade bilateral", que neguem "as lições aprendidas em casa", que "obscureçam o legado de gerações" e que "findem mergulhando no caos do desamor, deixando-se, destarte, a companhias de ocasião, nem sempre credoras de alguns encômios", tudo isso hoje é página virada.

Porque é do homem sábio a providencia de saber a hora de mudar de idéia.

PRIMA DE TAYLOR

A monumental loira amante do governador Cássio, Jacilene Alves de Azevedo, é prima do ator Francys Taylor, irrequieto transformista que já brilhou em palcos de Brasília e do Rio de Janeiro, mas que hoje atua novamente em Campina Grande. Taylor é amigo do cronista social Hermano José.

BATOM NA CUECA

Sólon Benevides disse à Folha de São Paulo que ninguém sabe quem é a loira que beijou ardentemente Cássio na boca. Agora, é Cássio mesmo quem nega conhecer a belezoca, informando que sofre (sic) assédio de mulheres há anos e que muitas vezes já foi recebido em casa por Sílvia com as roupas rasgadas, sem nenhum tipo de problema. Só falta chegar com batom na cueca...

LEVA ACOMPANHANTE?

A coisa ficou "russa" pros lados do bi-cassado Cássio Lima. Sábado ele "foge" para um tal de Tartistão, que nem o Google pode identificar aonde fica ou mesmo o que é - se País ou esconderijo. E a propósito, ele leva acompanhante na viagem?



Escrito por Marcos Marinho às 22h29
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O Mouro de Veneza

"Otelo, o Mouro de Veneza", de William Shakespeare, foi escrita por volta de 1603. É uma história que gira em torno de quatro personagens: Otelo (general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago.

Diferente de outras histórias de tragédias, esta não contém parte cômica. Por causa dos seus temas variados - racismo, amor, ciúme e traição - continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular.

Toda história gira em torno da traição e da inveja. Inicia-se com Iago, alferes de Otelo, tramando com Rodrigo uma forma de contar a Brabâncio, rico senador de Veneza, que sua filha, a gentil Desdêmona, tinha se casado com Otelo. Iago queria vingar-se do general Otelo porque ele promoveu Cássio, jovem soldado florentino e grande intermediário nas relações entre Otelo e Desdêmona, ao posto de tenente. Esse ato deixou Iago muito ofendido, uma vez que acreditava que as promoções deveriam ser obtidas "pelos velhos meios em que herdava sempre o segundo o posto do primeiro" e não por amizades.

Brabâncio, que deixara a filha livre para escolher o marido que mais a agradasse, acreditava que ela escolheria, para seu cônjuge, um homem da classe senatorial ou de semelhante. Ao tomar ciência que sua filha havia fugido para se casar com o Mouro, foi à procura de Otelo matá-lo. No momento em que se encontraram, chegou um comunicado do Doge de Veneza, convocando-os para uma reunião de caráter urgente no senado.

Durante a reunião, Brabâncio, sem provas, acusou o Mouro de ter induzido Desdêmona a casar-se com ele por meio de bruxarias. Otelo, que era general do reino de Veneza e gozava da estima e da confiança do Estado por ser leal, muito corajoso e ter atitudes nobres, fez, em sua defesa, um simples relato da sua história de amor que foi confirmado pela própria Desdêmona. Por isso, e por ser o único capaz de conduzir um exercito no contra-ataque a uma esquadra turca que dirigia-se à ilha de Chipre, Otelo foi inocentado e o casal seguiu para Chipre, em barcos separados, na manhã seguinte.

Durante a viagem uma tempestade separou as embarcações e, devido a isso, Desdêmona chegou primeiro à ilha. Algum tempo depois, Otelo desembarca com a novidade que a guerra tinha acabado porque a esquadra turca fora destruída pela fúria das águas. No entanto, o que o Mouro não sabia é que na ilha ele enfrentaria um inimigo mais fatal do que os turcos.

Em Chipre, Iago que odiava a Otelo e a Cássio, começou a semear as sementes do mal, ou seja, concebeu um terrível plano de vingança que tinha como objetivo arruinar seus inimigos. Hábil e profundo conhecedor da natureza humana, Iago sabia que, de todos os tormentos que afligem a alma, o ciúme é o mais intolerável.

Ele sabia que Cássio, entre os amigos de Otelo, era o que mais possuía a sua confiança. Sabia também que devido a sua beleza e eloqüência, qualidades que agradam às mulheres, ele era exatamente o tipo capaz de despertar o ciúme de um homem de idade avançada, como era Otelo, casado com uma jovem e bela mulher. Por isso, começou a realizar seu plano.

Sob pretexto de lealdade e estima ao general, Iago induziu Cássio, responsável por manter a ordem e a paz, a se embriagar e envolver-se em uma briga com Rodrigo, durante uma festa em que os habitantes da ilha ofereceram a Otelo. Quando o mouro soube do acontecido, destituiu Cássio de seu posto. Nessa mesma noite, Iago começou a jogar Cássio contra Otelo. Ele falava, dissimulando um certo repudio à atitude do general, que a sua decisão tinha sido muito dura e que Cássio deveria pedir a Desdêmona que convencesse Otelo a devolver-lhe o posto de tenente. Cássio, abalado emocionalmente, não se deu conta do plano traçado por Iago e aceitou a sugestão.

Dando continuidade a seu plano, Iago insinuou a Otelo que Cássio e sua esposa poderiam estar tendo um caso. Esse plano foi tão bem traçado que Otelo começou a desconfiar de Desdêmona. Iago sabia que o mouro havia presenteado sua mulher com um velho lenço de linho, o qual tinha herdado de sua mãe. Otelo acreditava que o lenço era encantado e, enquanto Desdêmona o possuísse, a felicidade do casal estaria garantida. Sabendo disso e após ter encontrado o lenço que Desdêmona perdera, Iago disse a Otelo que sua mulher havia presenteado o seu amante com ele. Otelo, já enciumado, pergunta a sua esposa sobre o lenço e ela, ignorando que o lenço estava com Iago, não soube explicar o que aconteceu com ele. Nesse meio tempo, Iago colocou o lenço dentro do quarto de Cássio para que ele o encontrasse.

Depois, Iago fez com que Otelo se escondesse e ouvisse uma conversa sua com Cássio. Eles falaram sobre Bianca, amante de Cássio, mas como Otelo só ouviu partes da conversa, ficou com a impressão de que eles estavam falando a respeito de Desdêmona. Um pouco depois Bianca chegou e Cássio deu a ela o lenço que encontrara em seu quarto para que ela providenciasse uma cópia. As conseqüências disso foram terríveis: primeiro Iago, jurando lealdade a seu general, disse que, para vingá-lo, mataria Cássio, mas sua real intenção era matar Rodrigo e Cássio simultaneamente porque eles poderiam estragar seus planos. No entanto, isso não ocorreu conforme suas intenções. Rodrigo morreu e Cássio ficou apenas ferido.

Depois Otelo, totalmente descontrolado, foi à procura de sua esposa acreditando que ela o havia traído e matou-a em seu quarto. Após isso, Emília, esposa de Iago, sabendo que sua senhora fora assassinada revelou a Otelo, Ludovico (parente de Brabâncio) e Montano (governador de Chipre antes de Otelo) que tudo isso foi tramado por seu marido e que Desdêmona jamais fora infiel. Iago matou Emília e fugiu, mas logo foi capturado. Otelo, desesperado por saber que matara sua amada esposa injustamente, apunhalou-se, caindo sobre o corpo de sua mulher e morreu beijando a quem tanto amara.

Ao finalizar a tragédia Cássio passou a ocupar o lugar de Otelo, Iago foi entregue às autoridades para ser julgado e Graciano, uma vez que seu irmão Brabâncio morrera, ficou com os bens do mouro.



Escrito por Marcos Marinho às 09h00
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Sem jabaculê!

Ensinei a alunos do Curso de Comunicação, e não me arrependo, de que é obrigação do profissional de jornalismo divulgar qualquer informação que obtenha, mesmo que dela só disponha de 10%, pelo menos. Estará cumprindo assim o seu mister, pois forçará a que os outros 90% aflorem ou os tais 10% se sepultem. E cumprida a sua maior missão: forçar o exercício do debate, norma especialíssima dos regimes democráticos.

Está certo - e é isso que os jovens estudantes aprendem - que o jornalista deve trazer os dois lados da notícia, se é que notícia tenha lado em algum momento. Mas isso na prática nem sempre é possível, sobretudo se exercemos essa prática em Estado assim tão confuso como a Paraíba.

Aqui, o comum é a sonegação do fato, a maquiagem da notícia, a mentira institucionalizada como o faz agora o Senhor Solon Benevides, a quem o Erário remunera para divulgar os assuntos de interesse público do Estado de forma verdadeira, jamais mentirosa como o fez em relação aos vídeos no You Tube envolvendo a maior autoridade estadual.

Aqui, a rotina é o Governo financiar as empresas de comunicação e em alguns casos "molhar a mão" dos seus dirigentes maiores, e editores, para que desvirtuem a informação. Para que se não puderem omiti-la, mutilando a história, que ao menos a tornem inócua, vazia, sem interesse.

Nesse caso dos vídeos da loira do governador, a operação "abafa mídia" tão bem gerenciada pelo secretário de Comunicação da Paraíba alcançou resultados sensacionais. Levou até o mais atacado e perseguido sistema de comunicação a conter-se, sob alegação de que noticiar o crime de Sua Excelência seria invadir privacidade. Sim, porque adultério continua ainda sendo crime nesse Brasil! Menos, é lógico, para aqueles que pagam à mídia com os recursos arrecadados do suor do trabalho de cada um dos paraibanos, e para aquela mídia bem remunerada que só sobrevive nesse Estado por conta de se amorcegar nos cofres da paupérima "viúva"...

Dizer que a presença do governador em uma noitada de pagode não seja notícia é desdenhar do próprio aprendizado na faculdade. E que dizer quando este governador é cassado duas vezes por corrupção eleitoral e está agarrado no cargo por conta de duas liminares de Corte superior, nada mais administra e arreganhado em sorrisos mostra-se em afronta à própria Justiça? Mais: e expõe-se à embriagues sorvendo uma "loira" geladíssima na companhia d’outra loira, sua amante desde 2002. E trai a honrada esposa, com quem comunga a alcova há 20 anos.

Isto não é notícia? É coisa íntima, privada, impenetrável? O governador tem que ser preservado dos olhos da sociedade?

Tô fora! O homem é público e para continuar a sê-lo precisa de conduta ilibada.

Minha escola foi outra e meu juramento não admite jabaculê. Que me perdoem os confrades onde a carapuça irá se amoldar, mas entendo jornalismo muito mais do que simples profissão ou meio de vida. O exerço como sacerdócio, prestando serviço e contas ao povo, a quem dou a notícia-verdade.

Porque também ensinei a alunos de Comunicação e ao meu ouvinte radiofônico que a maior alegria do jornalista é oferecer ao seu público a boa e natural informação. Pois ao homem informado nada lhe haverá de faltar. Os horizontes se abrirão, a vida lhe oferecerá oportunidades e os mais sabidos não lhe enganarão.

Informe o homem, e só. Assim alimentado, ele saberá fazer ou escolher o seu melhor caminho. E a vida de cada um de nós certamente será bem melhor.

A PALAVRA faz jornalismo; a "Folha de São Paulo" faz jornalismo. Nós na província, nanicos da imprensa; ela forte na Capital superlativa das Américas, mais acreditado meio impresso nacional.

Orgulho-me de ser assinante da Folha e editor de A PALAVRA.

Ainda hoje o nanico foi ouvido pelo maior, no caso dos vídeos. A Folha atrás dos 90% que já estão aflorando desde quando determinei que este portal veiculasse os 10% que conhecia sobre a linda loira e o romance secreto com o alcaide da franjinha.

SEM CARANGUEJO

Ainda não será desta vez que o meu amigo Paulinho da Caranguejo vai assumir o honroso cargo de prefeito de Campina Grande. Com "golpe", a posse só lhe deslustraria o belo currículo e isso, eu sei, não lhe é conveniente e nem lhe faria bem ao coração. Pelo voto, algum dia, talvez.

INTRIGAS

Velho e metido a inteligente, porém não passa de um asno. Professor (sic) em escola onde quem manda e dá ordens é a mulher. Cuspidor de microfone, não mais do que isso. E analfabeto, apesar de entronizado no meio das comunicações. Mas julga-se letrado, quando até a coitada da vírgula não sabe usar. Nem aplicar o trema, o hífen, os parêntesis ou as reticências. Que não difere interrogação de exclamação e nunca ouviu falar na grandeza da concordância verbal. É, tem gente assim nessa Campina Grande. Um coitado: vai morrer convicto de que falar é matraquear!

DIÁLOGO

Na ante-sala do prefeito, encontram-se um empresário e o Líder do Governo na Câmara:

EMPRESÁRIO - E aí, Pimentel, a Câmara perdeu um grande vereador, não foi?

LÍDER – Que Câmara?

EMPRESÁRIO – A daqui, cara.

LÍDER – Perdeu o quê?

EMPRESÁRIO – Um vereador forte.

LÍDER – Quem?

EMPRESÁRIO – Marcos Marinho, uai.

LÌDER – Ah! Devia ter saído de lá há mais tempo. Só fazia zoada, ele e João Dantas. Ninguém agüentava mais. Faz falta nenhuma... Agora ficou melhor.



Escrito por Marcos Marinho às 09h53
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